Dois presos em operação nacional contra a pedofilia

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Uma operação nacio nal de combate a cri mes de pornografia infantil via internet foi deflagrada ontem pela Polícia Federal e pelas polícias civis estaduais, com a coordenação da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O objetivo da chamada ‘Operação Luz na Infância 4’ foi apurar casos de armazenamento e compartilhamento, pela internet, de imagens e vídeos contendo cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. 
Em Sergipe, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Aracaju, São Cristóvão e Lagarto, em diligências que envolveram 20 policiais federais, quatro agentes da Polícia Civil e quatro peritos do Instituto de Criminalística. Durante as buscas, constatou-se o armazenamento de arquivos de pornografia infantojuvenil por dois dos investigados, que foram presos em flagrante e autuados pelo crime, previsto nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os acusados têm entre 20 e 30 anos de idade e suas respectivas prisões aconteceram em Aracaju e Lagarto. 
Os endereços onde ocorreram as buscas foram apontados a partir de levantamentos feitos pelo Laboratório de Inteligência Cibernética, ligado ao MJSP, que rastreou e detectou a produção e o compartilhamento do material com conteúdo pornográfico com crianças e adolescentes, incluindo situações de abuso sexual explícito. As transmissões dos arquivos criminosos foram identificadas por meio das conexões à internet neles instaladas, buscando-se, com a análise dos conteúdos de computadores, aparelhos celulares e outros equipamentos computacionais apreendidos, identificar os responsáveis. 
Nacionalmente, a ‘Luz na Infância 4’ resultou em um total de 137 prisões em flagrante, registradas em 24 estados até às 16h de ontem. Foram contabilizados ainda 710 gigabytes de vídeos e imagens investigados, 237 mil arquivos analisados e 692 IPs (protocolos de internet) investigados. A pena para crimes de abuso e exploração sexual de menores varia de 1 a 4 anos de prisão para quem armazena conteúdo, de 3 a 6 anos por compartilhar e de 4 a 8 anos para quem o produz.
O balanço foi considerado positivo pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, que fez um balanço da operação durante uma coletiva de imprensa em Brasília, na qual ele destacou o trabalho conjunto entre o laboratório do MJSP, a Polícia Federal e as secretarias estaduais de Segurança Pública. “É a Justiça e a polícia funcionando e protegendo os mais vulneráveis. Abuso e exploração sexual é um crime que não pode ser tolerado. É um crime grave que atinge o que temos de mais valioso na sociedade: a infância e a adolescência. Mostramos uma ação rigorosa contra esse tipo de prática, e, certamente, vamos realizar novas ações desta espécie”, ressaltou o ministro.

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